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Vistos Gold sem imobiliário: o que resta do programa para investidores

A aquisição de imóveis deixou de dar acesso ao Visto Gold. Explicamos o que mudou, que vias continuam abertas e como isso afetou o segmento prime.

02 de abril de 2026 · POR Metastate

Durante mais de uma década, o Visto Gold foi indissociável do imobiliário português. A compra de imóveis acima de determinados valores dava acesso a uma autorização de residência — e isso moldou parte do mercado prime de Lisboa, Porto e Algarve.

O que mudou

A reforma do programa retirou o imobiliário da lista de investimentos elegíveis. Comprar uma casa, por mais valiosa que seja, deixou de conferir, por si só, direito ao Visto Gold. As vias que se mantêm passam sobretudo por aplicações em fundos de capital de risco, criação de postos de trabalho e apoio a atividades de investigação ou cultura.

O efeito no mercado prime

O impacto foi menos dramático do que algumas previsões apontavam. A procura que dependia exclusivamente do visto recuou, mas o segmento prime de Lisboa e Cascais sempre teve uma base sólida de compradores que procuram qualidade de vida, segurança e clima — não um passaporte. Esses compradores continuam a chegar.

O que isto significa para quem vende

Vender um imóvel de gama alta em Portugal hoje exige posicioná-lo pelos seus méritos: localização, arquitetura, luz, privacidade, estado de conservação. O argumento do visto desapareceu — e isso, na verdade, depurou o mercado. As casas que se vendem bem são as que estariam sempre bem posicionadas, com ou sem programa.

Para o investidor internacional, Portugal continua atrativo. Apenas mudou a porta de entrada.