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Preços das casas em máximos históricos: o que os números de 2026 dizem a quem quer comprar ou vender

O preço mediano chegou aos 3.107 €/m² e 2025 fechou com a maior subida de sempre. Explicamos o que está por trás — e o que muda para compradores e vendedores.

11 de junho de 2026 · POR Metastate

Os números não deixam margem para dúvidas: comprar casa em Portugal nunca foi tão caro. Em abril de 2026, o preço mediano atingiu 3.107 euros por metro quadrado, um novo máximo histórico, depois de uma subida homóloga de 10,8%.

E o contexto vem de trás: segundo o INE, o Índice de Preços da Habitação aumentou 17,6% em 2025 — o maior crescimento desde o início da série, em 2009. As casas usadas subiram ainda mais que as novas: 18,9% contra 14,2%.

Porque continuam os preços a subir?

A equação é simples e desconfortável: procura a mais, oferta a menos. Portugal disponibiliza cerca de 25 mil novas habitações por ano, quando a procura real exigiria um volume próximo das 70 mil. A isto soma-se o efeito dos apoios aos jovens (isenção de IMT e garantia pública), que trouxeram dezenas de milhares de novos compradores ao mercado sem que a oferta acompanhasse.

Vai continuar assim?

A APEMIP antecipa uma desaceleração do ritmo de subida ao longo de 2026 — mas continua a falar de crescimento, apenas mais moderado. As medidas públicas para aumentar a oferta, mesmo as que avançarem, só deverão ter impacto visível dentro de 4 a 6 anos.

O que isto significa na prática

Para quem vende: o mercado raramente esteve tão favorável — mas o preço certo continua a ser decisivo. Um imóvel bem avaliado e bem apresentado vende rápido; um imóvel com preço especulativo fica a marinar e perde força negocial. A avaliação por comparáveis reais é o ponto de partida.

Para quem compra: esperar por uma descida pode sair caro. Com a oferta estrutural em défice, os especialistas não antecipam quedas — apenas subidas mais lentas. Quem compra para habitar deve focar-se na prestação que consegue suportar com conforto, não em adivinhar o mercado.

Na Metastate acompanhamos cada cliente com dados concretos da zona — comparáveis, tempos de venda, margens de negociação. Se está a pensar comprar ou vender em Lisboa, Cascais ou Sintra, fale connosco: a primeira conversa é sempre sem compromisso.