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Euribor e crédito habitação: taxa fixa, variável ou mista?
Depois de anos de oscilação acentuada da Euribor, a escolha entre taxa fixa, variável e mista voltou a ser uma decisão de fundo. Explicamos o que pesa em cada opção.
11 de abril de 2026 · POR Metastate
O crédito à habitação em Portugal é, na maioria dos casos, indexado à Euribor. Os movimentos desta taxa nos últimos anos — primeiro a subida abrupta, depois a estabilização — recolocaram no centro da decisão uma pergunta antiga: fixa, variável ou mista?
Taxa variável
A taxa variável resulta da soma da Euribor (a 6 ou 12 meses) com o spread negociado com o banco. É transparente e acompanha o mercado: quando a Euribor desce, a prestação desce. O reverso também é verdade — foi o que muitas famílias sentiram no ciclo de subida.
Taxa fixa
A taxa fixa garante a mesma prestação durante um período acordado. Dá previsibilidade total ao orçamento familiar, ao custo de, geralmente, partir de um valor inicial mais alto e de penalizações em caso de reembolso antecipado.
Taxa mista
A taxa mista combina as duas: um período inicial fixo, seguido de variável. Tem ganho popularidade por oferecer estabilidade nos primeiros anos — os mais sensíveis para um orçamento recém-formado — sem fechar a porta a descidas futuras.
Como decidir
Não há resposta universal. A escolha depende da tolerância ao risco, do horizonte do crédito e da margem do orçamento familiar. Uma regra prática: se uma subida de 1 a 2 pontos na prestação comprometeria o orçamento, a previsibilidade da fixa ou da mista vale o prémio.
Antes de assinar, simule os três cenários com números reais. No simulador da Metastate consegue ver a prestação e a taxa de esforço para cada hipótese — e perceber, à cabeça, qual delas a sua vida comporta.